quarta-feira, 22 de julho de 2015

NÃO TIVEMOS RETORNO – cada um com seu ídolo...



Prezad@s, até o momento tod@s que lutamos pelo fim da intolerância religiosa fomos bem sucedidos no que tange à representação do caso do Pastor Clovis Bernardo de Lima junto ao MPF que foi denunciado este ano à Justiça Federal pelo Procurador da República José Godoy pela prática do crime previsto no art. 20 da Lei Caó. Em 2012 para incitar a discriminação o referido Pastor quebrou várias imagens e objetos de umbanda e santos católicos usados no culto. Pois bem.  É difícil separar o art. 20 da Lei n.º 7.716, de 05 de janeiro de 1989, a célebre  Lei Caó do artigo 208 do Código Penal Brasileiro (Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.) nas situações que envolvam justamente a destruição de objetos religiosos, o escárnio, etc). Na Paraíba, tivemos no ano de 2013 a destruição da imagem de Iemanjá na Praia do Cabo Branco. Em 2014, no município de Carrapateira – Paraíba, a imagem de Nossa Senhora foi queimada e urinaram sobre ela. Atualmente em Cabedelo, para demolirem o Terreiro Iemanjá Ogunté de Pai Joelson, destruíram os ibás, as louças e objetos de culto, em total comprovação de despreparo e respeito ao sentimento religioso. No caso da imagem de Nossa Senhora em Carrapateira, protocolamos ofício junto ao senhor Secretário Claudio Lima para que fosse nomeado delegado especial para o caso e até o momento nenhuma resposta. São vários casos que comprovam que as pessoas não estão apenas preparadas para respeitar a diversidade, o outro, mas sobretudo vivenciar a própria experiência de reintegração com o Deus de seu coração, ou ainda, uma espiritualidade que ainda não se nomine. Vemos, por exemplo, em várias Paradas Gays (LGBTs) em São Paulo, nesses últimos anos, um desrespeito aos símbolos do cristianismo. Um ano vi a cena de um casal substituir a hóstia por uma camisinha dentro do cálice e na deste ano vimos a discussão gerada pela utilização da cruz. A cruz não é invenção cristã. A cruz surge antes mesmo de Cristo em várias culturas, dentre elas temos modelos próximos à suástica (que logicamente não tem a mesma conotação) já utilizada pelos hindus. Temos no simbolismo da cruz a união de dois mundos: o microcosmo/macrocosmo; espírito/matéria; corpo/alma. Porém, hoje, não há como dissociar a cruz dos católicos como a Bíblia dos evangélicos apesar da mesma ser bem mais antiga que os próprios protestantes, pentecostais e neopentecostais. No caso da Parada LGBT o sentido foi de realmente, por meio da indignação, de chocar, mas daí cometeu a falha, na minha percepção de se valer de um objeto que traz toda essa carga religiosa. Nossos terreiros estão sendo invadidos. Em campina Grande, no bairro do Pedregal, um Pai de Santo teve seu terreiro invadido várias vezes nesses últimos dias. Nossos santos violados, urinados, vilipendiados. Qual foi o retorno no caso de Carrapateiras? No Terminal de Integração os Hare Krishna tiveram seus livros “confiscados”. E nessa briga toda, cada um, defendendo seus ídolos (no sentido negativo do termo),  ninguém se entende, ninguém se respeita.

Laura Berquó
(98669-7203/99160-7536)






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